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Diferença entre fazer o bem ao próximo ou a si mesmo
Por Antonio Carlos Serde, domingo, 7 de fevereiro de 2010

Diferença entre fazer o bem ao próximo ou a si mesmo

Pelo título pode parecer que se trata de um assunto com tendências filosóficas, mas sempre acabamos por encontrar meios de chegarmos ao mesmo objetivo, mesmo que por caminhos diferentes. Todos os caminhos, necessariamente, levam a Roma!


Às vezes temos atitudes tímidas seja por uma questão de ser pessoal, outras por temer comentários, e a que mais se ressalta é o uso daquela velha máxima: “boca fechada não entra mosquito”. E temos mesmo que respeitar as individualidades, mas não necessariamente ouvir “não tenho nada haver com isso”. Daí seria recuarmos diante da vida, num atestado de covardia e omissão num péssimo exemplo aos nossos filhos, amigos e a comunidade em que vivemos.


E isso fica ainda mais ressaltado quando somos fustigados a reagir pelas notícias diárias, quer sejam elas num leque de assuntos de comportamento a política. Nada escapa. Em tudo exala um mau cheiro de interesses. Desde a aluna que saiu algemada por estar com vestido curto (embora isso seja uma questão de ponto de vista e não necessariamente uma medida linear), até os escândalos políticos, que mesmo filmados, encontram respaldo na negativa de autoria, na conivência do poder máximo ou quando não aquilo que se viu não é aquilo de viu. Os mensalões aí estão desde os folclóricos petistas, dólares na cueca, dossiês, aloprados mil, igualmente comprovados à época até o mais recente deles.


E por aí seguimos a trilha do dia a dia. Pior de tudo é que de tanto ver triunfar as nulidades (já dizia Rui Barbosa), acabamos por ser coniventes a elas pelo simples fato que nada fazemos para corrigir isso. Inércia, consultado o Aurélio, significa falta de ação, falta de atividade, preguiça. Preguiça? Sim preguiça, e isso pega mal.


Ora, se assim agimos demonstra que, em última análise, estamos preocupados apenas conosco mesmo. Cada qual na sua individualidade, defendendo o que é seu pouco se importando com o próximo. Embora na ordem universal nos mais diversos ensinamentos religiosos, filosóficos, esotéricos, eufósicos, holísticos, e tudo o que quanto pode definir que o homem seja uma extensão permanente de Deus, o que assistimos são comportamentos na contramão disso tudo.


Então vamos combinar assim, você faz o bem a si mesmo e eu ao próximo para vermos ao final das contas em qual resultados chegaremos.


Sem colocar o carro na frente dos bois, quase que posso adivinhar o resultado: será o mesmo.


O que mais tem causado espécie e revolta aos que se incomodam com isso são as atitudes dos políticos. E isso mais evidente naqueles que mesmo que legitimamente eleitos (afinal de contas errar é inerente ao ser humano) insistem em achar que estão acima do bem e do mal e produzem os atos mais imorais, sorrateiros, a exibir toda demonstração de que “manda quem pode, obedece quem tem juízo”. Acharcam, pressionam, compram (o que se pressupõe que alguém sempre esteja à venda), mentem (o que já passou a ser endêmico e incurável) não se importando se quem pagou quer ouvir.


Se a luta desesperada em se perpetuar no poder, que já está num vale-tudo donde se misturam capitão de fragata, com capitão de gravata e os atos obscenos (política deveria ter a censura para, no mínimo 18 anos tamanha a deseducação), nós aqui indefesos e ameaçados temos que nos defender de alguma forma.


Pois bem, então vamos testar a minha proposta acima. Eu vou reagir pensando no próximo e você apenas em si mesmo.


Vou serrar fileira aos que acham que é chegada a hora de darmos um basta nessa bagunça e expurgar essa turma. Farei isso pensando no próximo no dia 03 de outubro próximo futuro. Você que assiste a tudo isso, mas não quer se expor pense apenas em si mesmo e no seu bem estar futuro e na hora do voto seja individualista mesmo e expurge-os.


Resultado: acabamos de chegar a Roma. Não há ninguém mais próximo de mim do que você e você ao fazer o bem a si mesmo, estendeu o benefício a mim, pois não ninguém mais próximo de você que eu. E isso num efeito multiplicador e infinito....


O ser humano está sempre mais preocupado em desejar o mal aos outros, que em fazer o bem a si próprio.


Estamos combinados assim?


Por Antonio Carlos Serde


Consultor de empresas.


06.02.10 – 11:30h


 

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