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WEB ULTRAPASSA JORNAIS
Conversa Afiada / Marcelo Coutinho, domingo, 12 de abril de 2009
WEB ULTRAPASSA JORNAIS
Uma velha praga chinesa é a de "que você viva tempos interessantes". A explicação é que tempos interessantes geralmente deixam pouco espaço para a meditação e contemplação, atividades centrais na doutrina confucionista que predominou naquele país durante a maior parte da sua história.

Praga, ou benção, o fato é que a mídia está vivendo um tempo tão interessante quanto o da popularização dos jornais impressos no final do século XIX, conforme demonstra Peter Burke em Uma História Social da Mídia. E nada indica que 2009 será diferente de 2008, que vai entrar para a história digital como "o ano que caiu a ficha". Não somente pela campanha do Obama ou pelo "valuation" de 100 milhões de dólares do blog da Ariana Huffington, mas principalmente pelo fato de que em diversos momentos do ano as empresas de mídia tradicionais foram obrigadas, relutantemente de início, a "abraçar" os novos formatos de geração de conteúdo e negócio possibilitados pelas mídias digitais

Dois episódios são simbólicos desta tendência: de um lado o Christian Science Monitor, um dos mais tradicionais jornais dos EUA, que deve deixar de circular em papel nos próximos meses. Do outro, o aumento do uso reconhecido de blogs e twitters pela mídia tradicional, como ficou patente durante os atentados em Bombaim ou nas enchentes em Santa Catarina.

Todos esses fatores ajudam a explicar o fato de que a Web ultrapassou os jornais como principal fonte de notícias para os americanos, de acordo com a última pesquisa do Pew Research Center, feita em dezembro do ano passado. Cerca de 40% dos entrevistados afirmaram obter a maior parte das suas informações sobre eventos nacionais e internacionais na Web, contra 35% que cravaram os jornais. É a primeira vez que isso acontece desde 2001, quando a pesquisa começou a ser feita.

Mais importante, a mesma pesquisa mostra que entre os jovens adultos (18 - 29 anos) a rede já empatou com a televisão em termos de principal fonte de notícias, conforme podemos verificar na tabela abaixo:

No Brasil ainda estamos longe destes números, mas a tendência de aumento da importância dos meios digitais é irreversível. Aliás, a próxima novela das 8 da Globo vai contar com um blogueiro entre seus personagens. Não será um dos atores principais da trama, mas sua presença é sintomática.

É claro que o jornais ou a televisão tradicional não vão desaparecer, mas terão que mudar seu modelo de negócios -Rupert Murdoch em pessoa já reconheceu isto. A questão é o quanto uma mudança no modelo de negócios pode afetar a cultura de uma organização, e vice-versa. A explosão no uso de blogs, twitters, podcasts e outros formatos de mídias sociais digitais não são causa da erosão da credibilidade da mídia tradicional, mas sim um sintoma do problema. Que só vai se tornar mais agudo com o aumento do uso de plataformas móveis, como os celulares e aparelhos do gênero.

O modelo de negócios de jornais, revistas e boa parte dos programas de televisão está baseado na premissa que conteúdo atrai audiência, que atrai os anunciantes. Essa equação ainda está valendo, mas diante da explosão da criação de conteúdo, a audiência se torna cada vez mais fracionada. E, principalmente em tempos de crise, mais que audiência os anunciantes querem resultados de vendas, uma noção clara de custo/benefício do seu investimento. Isso depende não somente da quantidade de pessoas atraídas pelo conteúdo, mas também da credibilidade do mesmo -esse ainda é o "pulo do gato" que todos estão buscando: descobrir quais os novos processos de construção de credibilidade que irão predominar nos próximos anos. Não somente por uma questão de sobrevivência comercial, mas também (ou principalmente) de influência política e social.

Apesar dos pesares, acho que 2009 vai ser um ano interessante para as novas e velhas mídias. Isso é bom ou ruim? Temos que esperar os próximos 12 meses para descobrir.

* Marcelo Coutinho é diretor do IBOPE Inteligência e professor do curso de mestrado em comunicação da Fundação Cásper Líbero

O Valor de hoje traz um perfil do internauta brasileiro e de seus hábitos de acesso:

BASE DE INTERNAUTAS PODE SUPERAR 50 MILHÕES

Depois de viver um ciclo de crescimento sem precedentes no mercado de computadores, o Brasil fechou 2008 com mais de 43 milhões de pessoas com acesso à internet, segundo dados do instituto de pesquisa Ibope/NetRatings. No fim de 2003, esse contingente era de 22 milhões de pessoas. Por si só, o volume já excede a população total de países como Espanha e Argentina. Mas o número total certamente é ainda maior, uma vez que os dados contabilizam apenas usuários a partir dos 16 anos de idade, com acesso em qualquer tipo de ambiente - residência, trabalho, escolas, lan houses, bibliotecas e telecentros.

Neste ano, mesmo se considerado o cenário econômico mais pessimista, a expectativa é de que a rede mundial quebre a fronteira dos 50 milhões de usuários no país. "Os últimos dois anos foram períodos muito fortes, uma fase que não irá se repetir em 2009, mas certamente o país vai manter um bom ritmo de acesso", diz Fernando Meirelles, professor e coordenador do centro de pesquisa de tecnologia da Fundação Getulio Vargas, de São Paulo (FGV-SP).

A previsão é de que o acesso residencial, que tem sido o principal motor da rede de computadores no país, continuará a ser estimulado pela entrada das classes C e D. "A internet vem se transformando em um item essencial de consumo do usuário urbano", comenta Marcelo Coutinho, diretor de análise de mercado do Ibope Inteligência. "Uma vez que a pessoa tenha contato com a tecnologia, ela tende a não querer abrir mão desse benefício."


Leia mais: PiG (*): a coisa ficou feia
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