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Medicina e Saúde
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Fabiana Passoni, Cantora brasileira sobrevive a câncer de mama
Comunidade News, quarta-feira, 27 de novembro de 2013
Fabiana Passoni, Cantora brasileira sobrevive a câncer de mama
A cantora brasileira Fabiana Passoni, radicada nos EUA, está se recuperando de um câncer de mama descoberto em junho do ano passado.

Para vencer a doença, Fabiana passou por tratamento de quimioterapia. A confiança e o bom humor foram construídos com a ajuda de terapias.

A pouca idade não significa que a mulher não precise realizar anualmente a mamografia, ajudando assim a descobrir um câncer. O alerta é da cantora brasileira Fabiana Passoni, 31, que detectou a doença ao fazer o auto-exame de mama. Curada, ela encontra energia para dividir a dolorosa experiência e se prepara para gravar o segundo CD.

Em junho do ano passado, Fabiana descobriu um nódulo estranho entre o seio direito e a axila. A cantora confidenciou que nunca pensou que poderia ser câncer, por ser tão jovem. Como estava indo para o Brasil, decidiu consultar um médico. O nódulo foi retirado e a biópsia constatou que se tratava de um câncer invasivo, que se encontrava no estágio dois e media 1,13cm. Segundo os médicos, um tumor deste tamanho deve ter levado de 5 a 7 anos para desenvolver-se.

A primeira reação de Fabiana ao saber da doença foi a pergunta “por que eu?”. Depois veio a raiva. “Meu Deus, eu fiz tudo certo, eu malhei, eu deixei de comer gordura, porque fulano que fuma há 30 anos, bebe por anos não tem e eu tenho”, foram os auto-questionamentos. Mas ao invés de se deixar abater, Fabiana optou por tentar entender a doença, e participou de um grupo de apoio, onde dividiu a experiência com cerca de 15 mulheres entre 30 e 40 anos.

Conversando sobre a doença com psicólogos, psiquiatras e terapeutas, ela e as outras pacientes compreenderam que não são tão especiais assim. “Qualquer pessoa pode ter”. Cerca de três meses depois de ser diagnosticada, Fabiana passou a aceitar a doença. “Uma amiga me disse que há duas opções de lidar com o câncer: ou você deixa ele tomar conta ou batalha para tirá-lo e continua vivendo. Fiz a segunda opção”.

A naturalidade com que Fabiana fala sobre o assunto surpreende. “Hoje sou ‘cancer free’, não tenho mais nada, e estou começando a me recuperar agora”. A última sessão de quimioterapia foi realizada no dia 21 de janeiro último. Há cerca de duas semanas sofreu uma mini-cirurgia de retirada do catéter introduzido para fazer a quimioterapia.

Opções trouxeram alívio

A presença de mais tumores malignos no seio direito e de células anormais no esquerdo, que poderiam ser cancerosas ou não, levou Fabiana a optar pela dupla mastectomia (retirada das duas mamas). “Para ter paz na minha vida, assim eu não teria que me preocupar com isto”, justificou Fabiana, que realizou implantes de silicone para esticar os músculos. Em meados de março, retira estes implantes e coloca o silicone definitivo.

Pior do que a retirada dos seios foram as reações da quimioterapia. Fabiana teve muita náusea, vômito, e perdeu cerca de 9kg em 6 dias, durante a primeira sessão. Ela precisou tomar um esteróide para ajudar a manter o peso. “O enjôo no estômago e os calafrios são constantes, você sai desse mundo. É muito triste”. Os longos e belos cabelos foram cortados curtos antes mesmo de começarem a cair. “Doei para o Locks of Love, que faz perucas para crianças com câncer”.

O fato de agora estar careca e sem as duas mamas não faz diferença para ela. “É tão pequeno perto do momento que você imagina que pode morrer”. Chorou e chegou a ficar depressiva em função do cabelo. “Mas quando cortei me deu uma sensação de liberdade. Me olhava no espelho sem os dois seios, é complicado. Mas, ao mesmo tempo, isto é muito pequeno perto do que você poderia ter perdido: ver seus amores, amigos, viver sua vida, cantar, olhar um pássaro no céu”.

Vivendo a vida

Fabiana disse que os médicos não podem garantir se haverá ou não metástases (outros focos de câncer pelo corpo). Quando fez a mastectomia, retirou seis nódulos linfáticos para teste. Resultado: negativo. O tratamento completo (quimioterapia e mastectomia) reduziu as chances do câncer voltar em 3%.

Agora, ela precisa tomar um remédio durante cinco anos para inibir o crescimento da proteína que desenvolve as células cancerosas. “É o máximo que posso fazer. Tenho sorte de ter descoberto antes e de ter tido força através dos meus familiares e das pessoas que me amam. O mais importante é lidar com a vida, virar a página. Agora só quero viver”.

Fabiana já voltou a fazer exercícios físicos e prepara a gravação do novo CD para agosto próximo. Optou pelo tratamento nos EUA, mais especificamente Morris Cancer Center em San Diego, Califórnia, para poupar a mãe, que mora no Brasil. Aqui, contou com o apoio incondicional do marido.

Animada, contou que o CD terá 12 músicas originais, reunindo vários músicos no estilo convidados especiais. “Vamos esperar pela surpresa que será boa”. Nenhuma das músicas faz alusão ao que ela passou. “Quero falar de felicidade, vida, amor, alegria”. Uma das maiores alegrias de Fabiana é saber que não terá que passar pelo tratamento novamente.

Moradora do Condado de Orange, Fabiana quer divulgar a mamografia entre as mulheres mais jovens. “Você precisa fazer antes dos 40 anos. A sua sobrevivência depende muito do estágio em que o câncer está”. A cantora dá mais um alerta. “Faça o exame de toque, pelo menos você sente se algo está errado”. Segundo ela, seis meses antes de diagnosticar a doença, o ginecologista não fez o exame de toque, alegando que ela era muito jovem e que não precisava.

A cantora passou por um processo de fertilização, antes de fazer a quimioterapia, pois o tratamento pode levar à menopausa. De 24 óvulos retirados dezessete estavam maduros. “Hoje tenho dezessete ‘babies’ congelados”. Para ser ‘mamãe’, ela precisa esperar por dois anos. “Quero deixar claro que não serei a ‘octomom’”, brincou ela, referindo-se à americana que recentemente teve 8 bebês. A mensagem de otimismo dá conta de que Fabiana realmente é uma vencedora. “Nada neste mundo é mais valioso do que a vida, do que respirar, do que acordar todos os dias”.

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