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Medicina e Saúde
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SARAH: O NASCIMENTO DA ESPERANÇA
Hélton Souza, quarta-feira, 10 de setembro de 2008
SARAH: O NASCIMENTO DA ESPERANÇA
A pequena Sarah Guilharduci nasceu ontem às 8h21 na maternidade da Santa Casa de Rio Preto, pesando 3,740 quilos e 49 centímetros. Durante a cesareana foi feita a retirada do sangue do cordão umbilical do bebê para coleta de células-tronco que podem salvar a irmã Júlia Rodrigues Guilharduci, de 8 anos, que tem leucemia. O parto aconteceu um ano depois dos pais descobrirem a doença da filha. O procedimento é inédito porque foi custeado pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O armazenamento será feito pelo laboratório Criogênesis, com sede na Capital, mas a clínica que fará o transplante, caso o sangue seja compatível, ainda não foi divulgado pela Secretaria Estadual de Saúde. Minutos antes de entrar no centro cirúrgico, a mãe Verônica Rodrigues Guilharduci não escondia a ansiedade e se mostrou confiante com a chance que tem de salvar Júlia. "Nossa esperança é a Sarah. O medo existe, mas minha fé é maior. Não é a toa que Deus me presenteou com este bebê."

O ginecologista obstetra e especialista em reprodução humana, Ricardo Lima Garcia, foi quem retirou o sangue do cordão umbilical. Após o nascimento de Sarah, houve a separação do bebê com a placenta e, com uma seringa, todo o líquido no cordão foi sugado e armazenado em uma bolsa de drenagem apropriada. Após o procedimento, o sangue seguiu de avião para o laboratório em São Paulo, onde seria armazenado em nitrogênio líquido, numa temperatura de 196 graus abaixo de zero. "Não podemos perder tempo e nem a temperatura, por isso toda ação é rápida." Segundo Garcia, de 10 a 15 dias será divulgado o resultado da compatibilidade. "A chance de ser compatível, porque as células-tronco foram retiradas de um parente de primeiro grau, chega a 75%. Agora é torcer e esperar", fala.

Enquanto o resultado não sai, Júlia continua fazendo quimioterapia. De acordo com a avó Sônia Álvares Martins, 47, a última internação da neta foi há 20 dias e agora ela faz a manutenção do tratamento em casa. "Todo dia ela toma os remédios e uma vez por semana faz a quimioterapia em casa mesmo." Emocionada, Sônia também demonstrou confiança com a possibilidade do sangue ser compatível com Júlia. "Estou muito ansiosa e só desejo que a Sarah tenha muita saúde e seja feliz. O coração de vó sente que tudo vai dar certo. Mas se não for, que o sangue seja utilizado para outra pessoa que precisa", diz.

EXEMPLO

Sem condições financeiras de realizar o transplante de células-tronco, que em média custa R$ 3,9 mil e mais R$ 570 anuais de manutenção do armazenamento, Verônica entrou na justiça para que o Estado bancasse o procedimento.
O JUIZ DA INFÂNCIA E JUVENTUDE DE RIO PRETO, OSNI ASSIS PEREIRA, analisou o caso e determinou ao Estado que fizesse a coleta.
A decisão do magistrado saiu no dia 8 de agosto e não foi contestada pela Secretaria Estadual de Saúde. Para Ricardo Enrique Guilharduci, 30, pai da pequena Júlia e Isaac, de 1 ano, a história de Sarah deve servir de exemplo para outras famílias que sofrem com a leucemia.
"O Estado deveria providenciar os transplantes gratuitamente ou montar um banco de células. Isso salva vidas."


Exames vão avaliar o sangue

A bolsa de drenagem especial com o sangue do cordão umbilical de Sarah Guilharduci chegou por volta das 19 horas de ontem em São Paulo. Segundo o diretor técnico do laboratório Cryogênesis e médico hematologista, Nelson Hitekazu Tatsui, uma equipe vai passar 48 horas analisando o material. "Serão feitos exames para saber a qualidade, o número de celulas, se elas são compatíveis com a irmã da doadora e depois faremos uma queda de temperatura para estocar o sangue", explica Tatsui. Segundo ele, caso haja compatibilidade, o transplante de células-tronco é simples de ser realizado. "Vamos injetar as células descongeladas no sangue da Júlia. E aguardar que faça o efeito. Para isso, ela vai passar por uma forte dose de quimioterapia." O médico ainda fala que não tem conhecimento sobre o estado de saúde de Júlia e que o laboratório apenas tem a missão de armazenar as células. O transplante, segundo ele, deverá ser feito em Rio Preto.

Avanço

Tatsui comenta que o laboratório possui 3 mil bolsas de sangue armazenadas. A coleta do material em cordão umbilical, de acordo com ele, iniciou em 2003 e tem crescido nos últimos anos. Ele acredita que o aumento do armazenamento das células-tronco é em razão do medo da população com algumas doenças, a exemplo da leucemia. "É uma precaução você coletar e guardar o sangue. É um investimento caro, mas que pode salvar a vida no futuro. Além do mais, é muito difícil você encontrar um doador compatível", explica.

Júlia se prepara para o transplante

Se os exames feitos com o sangue retirado do cordão umbilical de Sarah confirmarem a compatibilidade com a irmã Júlia Rodrigues Guilharduci, que tem leucemia, ela será preparada para o transplante de células-tronco. De acordo com o ginecologista obstetra e especialista em reprodução humana, Ricardo Lima Garcia, o período para realização da cirurgia deve ser entre 40 dias ou mais, dependendo do organismo da paciente.
"Não temos como prever uma data para realização do transplante porque nem sabemos se é compatível. Nossa torcida é para que seja, e se for, Júlia vai passar por um processo de quimioterapia, que vai prepará-la para a cirurgia de colocação da nova medula", explica.

O sangue retirado do cordão umbilical pode ficar armazenado por até 20 anos, segundo o médico. Caso não haja compatibilidade com Júlia, as células-tronco de Sarah estarão disponíveis no banco de células do laboratório Cryogenesis. A família já autorizou o procedimento.
Segundo o médico ginecologista obstetra, que fez o parto de Verônica Martins Rodrigues Guilharduci, 27, por se tratar de uma célula imatura, que ainda será formada e preparada para o transplante, o sangue coletado tem mais chances de salvar Júlia.
"Quando o transplante é feito com uma célula já formada, de uma outra pessoa, fica complicado de você encontrar um doador compatível. Neste caso, além das chances aumentarem para a garota, não houve risco para o bebê."
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